01Fev, 2021
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Talvez por um excesso de esperança, esse novo ano não começou necessariamente como os outros. O que mudou de fato? Nada!
 
Sou escritora e geralmente mais afeita ao copo cheio, mas,…

Ano novo, vida velha…

Talvez por um excesso de esperança, esse novo ano não começou necessariamente como os outros. O que mudou de fato? Nada!

 

Sou escritora e geralmente mais afeita ao copo cheio, mas, dessa vez a minha poesia vai questionar nossa total falta de amor e de perdão. Passamos um ano inteiro exigindo e sendo exigidos pelo ecoar da empatia… Não sou uma cientista, uma filósofa ou uma pensadora; como eu já contei antes, sou uma poetiza. Sou alguém que acredita no ser humano e deseja continuar acreditando – mesmo parecendo impossível por vezes.

 

Para parecer mais confortável para nós, passamos os últimos anos colocando a culpa de tudo no outro ou em alguma coisa externa, mas, não existe culpa exterior… Tudo o que acontece no mundo e em nossa vida é resultado de nossas ações pessoais e de nossas escolhas.

 

Muitos vão discordar, ainda mais por conta de um vírus que está dizimando o planeta… Mas, estamos tão acostumados que “tudo é culpa de alguém e que a empatia só tem um lado da estrada” que deixamos de ser humanos e, pior, paramos de usar nossa capacidade de pensar e de ouvir com o coração.

 

Use máscara para me salvar… Penso que seria melhor um slogan como “use máscara para se salvar”… Apontamos o dedo para o que teoricamente deduzimos que esteja errado, mas, o que está certo?

 

Meu sorriso vem da lição de um velho amigo que já foi para o céu e que passava suas tardes de domingo contando sobre a vida. Eram outros tempos, quando os jovens adoravam aprender com os anciãos…. Bem, mas, esse amigo repetia todo o tempo: “Não existe certo ou errado… existe ética e valores morais”.

 

Que saudade me deu agora do meu velho amigo Bebo!

 

Obrigar não é ensinar… Culpar o mundo, o governo, um país, o vizinho, os menos afortunados, definitivamente, não é assumir o que estamos fazendo há anos. Deixamos de nos preocupar com as pessoas. Paramos de dar bom dia. Escolhemos a beleza física ao invés de cuidar da alma. Abandonamos todas as delicias de viver em família. E ainda transformamos a morte numa coisa banal e sem significado. Fizemos escolhas e o universo nos devolveu toda a nossa insolência…

 

Não existem culpados… Sempre seremos os donos do nosso destino, para o bem ou para o mal. Quando obrigam você a fazer uma coisa que não quer usando meios de cercear sua liberdade de escolha – desculpem-me, caros leitores – impõem o pior tipo de censura e de exclusão social…

 

A beleza da vida está em saber o significado real de livre arbítrio – que é sua capacidade de escolher, sim! – mas, pelo bem comum e pelo correto.

 

Continuo torcendo bastante para que esse novo ano – depois do carnaval, talvez – tenha fôlego para ser um ano novo com um pouco mais de amor, perdão e capacidade de compreensão humana!

 

Vamos abrir o coração e a caixa de pandora!

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